segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Resenha: A Seleção



Título: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Páginas: 368
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765015
Ano: 2012
Nota: 3/5
Livro: 1 (Lançamento previsto para 21 de setembro de 2012 no Brasil)
Continuação: The Elite (previsto início de 2013 nos EUA)

Sinopse: 
Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e jóias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. 

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. 

Resenha

Essa resenha foi possível graças a minha amiga Dani do Olhos de Ressaca, que conseguiu a prova no evento de lançamento do selo Seguinte, que aconteceu no estande da Companhia das Letras. A Seleção é o tipo de livro que muita gente vai comprar pela bela capa ou por ser distopia. Realmente esses são um dos atributos corretos a se pensar caso você esteja interessado em ler, comprar, pegar emprestado...

Confesso que quando conheci The Selection (título em inglês), fiquei curioso e ao mesmo tempo receoso, pois, temia ser mais uma dessas distopias amorosas que surgem como é o caso de: Delírio e Destino. Fã de distopias que mostram sangue, pancaria, cidades devastadas, eu sei que estava fazendo uma escolha um tanto inusitada. Mas o que me despertou uma curiosidade inquietante foi: um mundo devastado, uma sociedade surge em forma de monarquias e rebeldes que atacam o palácio frequentemente. Por quê?

Primeiro, ainda bem que o livro não foi tão "distopia romântica como imaginava". A narrativa da autora é envolvente, rápida e simples, eu não conseguia parar de ler. A ideia da história é interessante, me prendeu e deixou curioso por detalhes, mas a autora, infelizmente, não fez. As ideias são ótimas, mas ela não aprofunda, eu sei que é uma trilogia, mas acho que algumas coisas poderiam ter sido explicadas de uma maneira mais clara. Como é o dia a dia no palácio? Os critérios que eles avaliavam as eliminações, ou seja, tudo é muito superficial. 

Por outro lado, temos os personagens. Gostei muito da America, possui uma personalidade forte, corajosa e impetuosa. É impossível não se apegar ou se familiazar com algum personagem. O príncipe Maxon, apesar de todas as limitações que o mantém no palácio, se mostrou um personagem muito mais interessante e cativante do que Aspen, pelo qual não me simpatizei em nenhum momento. Fiquei com algumas dúvidas sobre alguns personagens, em especial o rei.

Apesar de tudo, a Seleção é um livro diferente em sua concepção. Embora a ideia do livro seja um reality show, achei que faltou mais brigas entre as selecionadas, mas ao todo vale a pena a leitura. A história vai evoluindo ao longo da trama, e deixando “crateras” a serem explicadas – assim espero – no próximo livro The Elite, previsto para o início do ano que vem no EUA. 

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